Missão (im)possível: ficar em casa!

O país voltou a confinar numa decisão tardia e que levou Portugal a posicionar-se no segundo lugar a nível mundial de países com mais casos de Covid-19 por 100 mil habitantes.

Numa altura em que Portugal ultrapassa os 10 mil casos diários vejo muitas publicações nas redes sociais a questionar as medidas tomadas. Confinar não basta, é preciso haver responsabilidade cívica em cada um de nós e perceber que as exceções são isso mesmo, excepções. A regra é simples: ficar em casa.

Mas claro que somos portugueses e não gostamos de regras, mas sim de excepções, das 52 excepções anunciadas pelo Governo. Também adoramos criticar o Governo, mas quando questionados qual a solução, ela simplesmente não existe.

A excepção mais polémica é as igrejas estarem aberta e realizarem-se as habituais missas, mas esta também é a única excepção que não está sobre a alçada do Governo. Quem regula as atividades religiosas é a Conferência Episcopal Portuguesa e aqui está a razão para as igrejas manterem as atividades. Na minha opinião esta entidade deveria sim ter decretado o encerramento das igrejas, mas optou por não o fazer e nada o Governo pode fazer relativamente a isso.

Depois temos proprietários de restaurantes, cafés e bares que estão contra este confinamento parcial. E numa coisa tenho que lhes dar razão, não basta encerrar a restauração, é preciso fechar floristas, drogarias, estabelecimento de produtos cosméticos e higiene e, principalmente, as escolas. É necessário reduzir as excepções, limitar o tempo dos passeios higiénicos e do passeio de animais de companhia.

O Governo tentou, mas no primeiro dia de confinamento 60% da população saiu à rua, provando que as medidas adotadas não foram suficientes e que a população em geral não compreendeu a mensagem. É para ficar em casa!

 

#fiquememcasa

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