3% || o final de uma grande série

A série brasileira 3% chegou a fim, depois de quatro intensas temporadas. Para quem não conhece a série, esta retrata um Brasil destruído e na pobreza total, onde tudo falta. Para os habitantes do continente só resta uma esperança: quando fazem 20 anos submeterem-se a um processo e passarem para o Maralto, uma ilha onde existe riqueza e abundância. Mas apenas 3% da população passa num rígido processo e entra para o Maralto.

Não importa de onde vem ou quem é, se passar no Processo é porque “você é o criador do seu próprio mérito” e melhor que os outros. É o típico discurso elitista disseminado pelos ricos, onde quem têm tudo acha que é só questão de força de vontade.

Para acabar com as desigualdades, Michele, uma das personagens centrais da trama, cria a Concha, onde todos são bem-vindos e trabalham para um bem maior: terem uma vida digna, com água e comida.

Nesta última temporada, algumas personagens juntam-se para acabarem com um processo que consideram injusto. Numa tentativa desesperada de acabar com o processo, provocam uma explosão, acabando com a energia do Maralto e fazendo com que a radiação se espalhasse e matasse tudo à sua volta. Por sua vez, a elite incendeia a Concha, que acaba destruída. Assim, a população do Maralto e da Concha regressa ao continente, acabando o distanciamento entre ricos e pobres.

No fundo, 3% é uma critica à sociedade brasileira onde apenas existem duas classes: os ricos e os pobres. De 2016 para 2020 o mundo inteiro mudou, porém, temas recorrentes em 3% como desigualdade social e mérito continuam atuais. Logo, em quatro temporadas, a série surpreende por falar de um futuro pós-apocalíptico que retrata uma atual realidade brasileira.

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