Alergia ao sol || fatores de risco

O sol, como fonte de luz, é conhecido e exaltado pelas suas propriedades e efeitos antidepressivos e síntese de vitamina D.

No entanto, a alergia ao sol ou a sugestão de episódios em que são atribuídas queixas à exposição solar são extremamente comuns.

Queimadura Solar

Dentro dos tipos de fotossensibilidade, a mais frequente é a chamada “queimadura solar”, resultante de uma exposição aguda e prolongada, com o desenvolvimento de lesões avermelhadas, com rubor, edema e bolhas, chegando a provocar dor nas áreas atingidas.

Indivíduos com tipos de pele mais clara (fotótipos I, II e III) têm maior dificuldade no bronzeamento e são fator de risco para episódios mais exuberantes e sintomas mais incomodativos.

Reações fotoalérgicas

Noutras situações, em que os pacientes referem o termo alergia, são reportados sintomas de prurido intenso(comichão) nas áreas expostas, como a face, região do tórax e abdómen, membros inferiores e costas. Surgem ainda lesões avermelhadas na pele, por vezes com relevo, tipo picada de inseto.

Estas crises podem ter caráter periódico anual, associadas aos episódios iniciais de maior exposição solar, como acontece com a chegada do bom tempo e com as temperaturas mais elevadas, convidativas para idas à praia, caminhadas e exercícios ao ar livre.

São reações fotoalérgicas, de causa ainda desconhecida, como por exemplo a erupção polimorfa à luz. Pode atingir entre 10% a 20% da população, com maior prevalência nas mulheres. Ocorre até um período de 18 a 24 horas após a exposição e pode prolongar-se até 10 dias.

Urticária solar

No caso de urticária solar, trata-se de uma condição extremamente rara. As características clínicas típicas incluem o aparecimento de lesões de urticária (pápulas) alguns minutos após a exposição à luz.

O diagnóstico é feito com base numa história clínica detalhada e pode ser utilizada radiação, de forma controlada, para a sua confirmação.

Este tipo de doença pode requerer tratamento específico no caso de formas mais severas.

 

Não obstante, ao final de exposições repetidas e crónicas durante anos, teremos alterações estruturais da pele com mudanças permanentes da pigmentação, resultantes do fotoenvelhecimento, como os lêntigos solares (manchas de envelhecimento) e a queratose actínica (lesão descamativa e áspera), que pode ser pré-cancerosa.

Com vista a prevenir todas estas manifestações descritas, é aconselhável uma exposição gradual ao sol, evitando as horas de maior radiação, entre as 11h e as 17h, o uso de roupa mais leve e clara, assim como acessórios de proteção como óculos e chapéu.

Crianças com menos de 6 meses de idade não devem ser expostas ao sol e crianças com menos de 3 anos devem evitar exposição direta.

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