Aqui soube que o país ia parar

Viver com um assistente social tem as suas coisas boas e há muito que andava a ser alertada que a covid-19, iria chegar em força a Portugal, mas Março começou com 1, 2, 3… casos – nada de alarmante, pensei. Prossegui a minha vida normal, com planos para viajar e casar, as pessoas saiam à rua e ainda ão se via o medo nos seus rostos.

As coisas começaram a mudar no ia 8 de Março quando fui almoçar ao Centro Comercial Amoreiras. Tinha havido um aumento exponencial de casos e o Governo ponderava tomar medidas, o pânico era visível na cara das pessoas, conseguimos ver expressões de medo pela primeira vez, e o Colégio Francês – frente ao Amoreiras – encerrou por tempo indeterminado.

Ainda nesse dia fui comprar tecidos e visitar o Museu do Oriente, mal sabia eu que no dia seguinte seria decretado o seu encerramento.

Quem me acompanhou nesta jornada sentiu o mesmo modo estampado na cara das pessoas e como estas se afastavam o mais possível umas das outras.

Pela primeira vez falou-se em pandemia a nível global e passados 3 das, a 12 de Março, o Governo decretou o encerramento das escolas. Era o sinal de um Estado de Emergência eminente para travar uma pandemia que parou o Mundo e matou milhões de pessoas. Foi aqui que tudo mudou e hoje estou a escrever num computador com o teclado forrado a plástico, num trabalho onde me tenho que movimentar de máscara.

2 thoughts on “Aqui soube que o país ia parar

  1. Confesso que é horrivel usar mascara pois quem trabalha numa cozinha com grelhas, fornos, grelhadores, fogoes tudo industriais é um verdadeiro inferno…
    Por momentos penso ke nao aguento mas depois sei ke é pro bem de todos mas é sufocante.

  2. Eu lembro-me de ir a 9 de março à inspecção com o carro e logo a seguir tudo mudou. Infelizmente, passados todos estes meses, continuamos a lutar contra esta pandemia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *