Eutanásia, sim ou não?

A eutanásia volta a estar em debate na Assembleia da República, onde Bloco de Esquerda, PS, PAN, PEV e Iniciativa Liberal pedem a despenalização da morte assistida.

Sim ou não à morte medicamente assistida?

Para as mentes mais brilhantes, a eutanásia pode ser uma solução eficaz para matar os velhinhos que estão a encher os cuidados paliativos. Também pode ser a solução para aquela tia chata que está com uma gripe e acha que é coronavírus. Só que não!

Segundo os critérios para pedir a eutanásia, o doente tem de ter mais de 18 anos, estar consciente e lúcido, ser capaz de entender o sentido do processo e não sofrer de doença mental. O pedido só pode ser feito em caso de doença incurável, causadora de sofrimento extremo, e tem de ser confirmado várias vezes.

Queremos com isto dizer, que a eutanásia só pode ser pedida pela própria pessoa, quando a mesma está em sofrimento, sem qualquer hipótese de cura e quer colocar fim ao sofrimento por VONTADE própria. E ninguém pode tomar a decisão pela pessoa, uma vez que esta deve tomar a decisão em plena consciência e pode arrepender-se até ao último minuto.

Ouvi há pouco o maior disparate um deputado, que dizia que queremos atribuir aos médicos a decisão de tirar a vida a doentes que doenças terminais. NÃO! A decisão não é dos médicos, a decisão é do doente, que está cansado de um sofrimento sem fim.

Portugal diz-se um país evoluído e um estado laico, então, porque continuam portugueses a ir à Suíça para morrerem com dignidade, quando o podem fazer no seu país?

O referendo sobre a despenalização da eutanásia vai ter lugar a 20 de Fevereiro na Assembleia da República.

 

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