As pérolas da minha namorada: Amor felino

Para quem não sabe a Rita tem um gato de estimação chamado “Pantufa”. A originalidade do nome do animal só consegue ser ultrapassado quando batizamos um cão de boby.

Desde a sua deslocação para Lisboa que a minha companheira deixou de visitar regularmente o seu amor peludo (abandonou-o), o que obviamente levou à retirada da guarda do animal para ser atribuída ao meu sogro.

Esta nostalgia, semelhante à síndrome do ninho vazio, tem despertado na minha companheira um sentimento doce e maternal quando ela avista um felino a deambular pelas ruas. Outra técnica utilizada pela Rita para ultrapassar as saudades é passar grandes momentos na janela da cozinha a contemplar os gatos da vizinhança.

Num desses momentos em que a minha namorada meditava enquanto olhava para os gatinhos a rebolar num telhado, ela vira-se para mim e diz com o ar mais amoroso do mundo: “qualquer dia atiro-lhes um saco de ração, achas que eles vão gostar?”

Eu sei que naquela cabecinha era capaz de ser uma ideia fantástica e que o efeito imaginado era os gatos correrem alegremente para a comida, sem se assustarem e sem aquilo ser uma situação estranha.

Aproveito para partilhar convosco o meu próximo projeto de investigação: um dia quando a Ritinha estiver a conversar alegremente com um amigo, eu vou subir à varanda e atirar-lhe o almoço… depois partilho o quão feliz ela ficou.

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