As pérolas da minha namorada || os sem-abrigos de Lisboa

Sadness of boy in the city

Ao longo destes sete meses de namoro com a Rita muitos foram os momentos de felicidade e boa disposição que esta me proporcionou, mas sem dúvida os mais interessantes foram os gerados pela sua personalidade espontânea e por vezes impulsiva.

Assim, de forma a proporcionar aos nossos queridos seguidores uns momentos de boa disposição, e simultaneamente, dar a conhecer a blogger e as suas pérolas diárias, surge esta crónica. Espero que apreciem!

A Rita sempre teve uma sensibilidade semelhante à de uma ribanceira no que aos assuntos sociais diz respeito, o que combina bem com um namorado formado em Serviço Social.

Ora um dos meus amigos é Assistente Social num centro de acolhimento aos sem-abrigos e muitas vezes eu e a Rita conversamos com ele, onde são contadas as melhores histórias no decorrer da sua prática profissional. Como pessoa sensível e humana que a Rita  é, faz observações muito pertinentes como por exemplo: “mas os sem-abrigos também namoram” ou então “amor aquele sem-abrigo está a dormir de dia”.

A melhor saída, no entanto, foi um belo dia em que estávamos a passear pela baixa de Lisboa e ao avistar um sem-abrigo a dormir na rua, a Rita diz “Jorge vou telefonar ao teu amigo para vir cá recolhe-lo”.

Sim ela usou a palavra RECOLHE-LO como se de uma mercadoria se trata-se. E depois de eu explicar que a intervenção social pressupunha respeitar a vontade individual do individuo em questão, a Rita ainda afirma: “mas recolhe-se na mesma, não fica a fazer nada ali no chão”.

No final desta história e aproveitando o clima de preparação para as autárquicas que se começa a sentir, aproveito para sugerir aos partidos políticos a minha companheira como candidata ao Município de Lisboa, pois ela parece ter a solução para acabar definitivamente com os sem-abrigos na capital… Pensem nisso!

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